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Código de Ética

 

CÓDIGO BRASILEIRO DE ÉTICA E CONDUTA PARA A PRÁTICA DE “BENCHMARKING”

O “benchmarking”, como processo de identificação e aprendizagem das melhores práticas existentes no mundo, constitui-se numa poderosa ferramenta para melhoria de diversos processos encontrados nas organizações. O presente código, emitido pelo INDE, visa orientar as ações e desenvolver o profissionalismo e a eficácia deste processo no Brasil.

O comprometimento dos participantes em qualquer processo de “benchmarking” com os princípios deste código contribuirá para que a prática de “benchmarking” seja ética, eficiente e eficaz para todas as partes envolvidas.

Os profissionais participantes dos processos de “benchmarking”, bem como as organizações que representam, se comprometem a observar os princípios listados a seguir:

1. PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE

1.1 Caso exista algum questionamento pendente sobre a legalidade de uma atividade procure não praticá-la até que seja plenamente resolvido o questionamento legal a ela associado.
1.2 Devem ser evitadas discussões ou ações que impliquem restrições de mercado ou fixação de preços.
1.3 A obtenção de segredos industriais ou comerciais por meios que possam vir a ser interpretados como impróprios, deve ser evitada.

2. PRINCÍPIOS DO INTERCÂMBIO

2.1 Esteja disposto a fornecer ao seu parceiro de “benchmarking” o mesmo tipo de informações e no mesmo nível de profundidade, ao que você dele exigirá para o uso próprio ou de todos parceiros integrantes de eventual grupo de “benchmarking” no qual você participe.
2.2 Desde o início de sua participação no processo de “benchmarking” procure se comunicar com os demais parceiros sempre da forma mais clara e transparente possível, visando evitar mal entendidos e fortalecer o mútuo interesse pelo intercâmbio desejado.
2.3 Se for necessário fazer um processo de “benchmarking” sobre um tópico competitivo, comparando suas práticas com as de seus concorrentes, contrate os serviços de um consultor independente e ético que manterá o anonimato dos participantes, ou reportará a informação somente para aqueles que dela tem necessidade.
2.4 A prática de engenharia reversa ou desmonte será considerada aceitável, somente nos casos em que o produto ou serviço em questão venha a ser obtido de forma legal, e reconhecidamente de um lote ou prática comum.
2.5 Em grupos de empresas, os participantes deverão abordar, como enfoque principal, informações específicas de suas próprias organizações.

3. PRINCÍPIOS DA CONFIDENCIALIDADE

3.1 Trate o intercâmbio por meio de “benchmarking” como algo, em princípio, restrito aos profissionais e às organizações integrantes do grupo constituído. As informações compartilhadas não devem ser repassadas para fora das fronteiras do grupo, a menos que haja prévio consentimento neste sentido, por escrito.
3.2 A participação de uma organização em um processo de “benchmarking” deve ser tratada de forma confidencial, não devendo ser divulgada fora do âmbito de atuação das próprias empresas do grupo, a menos que exista prévia autorização, por escrito, neste sentido.

4. PRINCÍPIOS DO USO

4.1 Use as informações obtidas por meio de “benchmarking” somente com a finalidade de introduzir melhorias nas operações ou processos de suas organizações.
4.2 O uso ou a divulgação de dados e práticas adotadas pelas organizações participantes de um processo de “benchmarking” exigem a prévia permissão das mesmas por escrito.

5. PRINCÍPIOS DO CONTATO EM BENCHMARKING

5.1 Sempre que possível, os contatos de “benchmarking” com outra organização devem ser realizados por meio das pessoas por ela credenciadas para tratar deste assunto.
5.2 Respeite a cultura corporativa das organizações que fazem parceria em “benchmarking” e trabalhe sempre com elas segundo procedimentos prévia e mutuamente ajustados.

6. PRINCÍPIOS DO CONTATO COM TERCEIROS

6.1 Obtenha a permissão prévia e individual de cada um de seus parceiros de “benchmarking” antes de fornecer seu nome a uma organização que o contate neste sentido.
6.2 Evite comunicar o nome de um dos seus contatos de “benchmarking” em um encontro ou reunião de caráter público, sem que você esteja previamente autorizado para assim proceder.

7. PRINCÍPIOS DA PREPARAÇÃO

7.1 Demonstre o seu empenho pessoal para com a eficiência e a eficácia do processo de “benchmarking”, por meio de um trabalho preparatório que anteceda ao contato com seus parceiros, facilitando assim a evolução do processo de intercâmbio em andamento.
7.2 Procure aproveitar ao máximo o tempo disponível de contato com seus parceiros de “benchmarking”, preparando-se cuidadosamente com dados e informações, que possibilitem a realização de um intercâmbio proveitoso para as partes envolvidas.
7.3 Auxilie os preparativos de seus parceiros de “benchmarking”, fornecendo-lhes antecipadamente uma relação de pontos ou assuntos que seriam do seu interesse para intercâmbio nas reuniões agendadas.

8. PRINCÍPIOS DO PLENO CUMPRIMENTO

8.1 Procure cumprir os compromissos assumidos com seus parceiros de “benchmarking” qualquer que seja o momento ou a circunstância.
8.2 Procure realizar e terminar todo o processo a ser comparado no “benchmarking” que venha a ser proposto, de forma a satisfazer os níveis de exigências de todos os parceiros nele envolvidos.

9. PRINCÍPIOS DO ENTENDIMENTO E AÇÃO

9.1 Procure ter um claro entendimento de como seus parceiros de “benchmarking” desejam ser tratados e trate-os desta forma.
9.2 Procure entender como cada um dos parceiros de “benchmarking” gostaria de ver tratadas e usadas as informações por ele/ela trazidas para o grupo.

10. PRINCÍPIOS DO RELACIONAMENTO

10.1 A participação em grupos de “benchmarking” é por expressa vontade das empresas e de seus representantes, sendo assim, pressupõe-se, que haja dedicação na execução dos trabalhos e total comprometimento com este Código Brasileiro de Ética e Conduta e as regras ajustadas para o desenvolvimento dos trabalhos .
10.2 Não há entre os participantes relação de hierarquia ou interesse individual que não os pertinentes aos objetivos do processo de “benchmarking”.